quinta-feira, 4 de abril de 2019

O Lenço Dobrado


O Evangelho de João dedica alguns versos sobre o lenço e os lençóis que envolviam o corpo de Jesus no sepulcro

"Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu." João 20:3-8

Qual seria a intenção de João ao descrever esses detalhes do lado de dentro do sepulcro que acolheu o Cristo, Filho de Deus, por três dias? Há algumas afirmativas de que o lenço, devidamente dobrado à parte, sobre algum canto do sepulcro, teria relação com um costume judaico entre servo e Senhor. Os senhores que cuidadosamente deixavam o lenço dobrado sobre a mesa, após refeição, estaria confirmando que voltaria, que a ceia ainda não havia sido encerrada. Porém, não há confirmação sobre esse costume judaico. Não obstante a interpretação do lenço ser revestida de fé e esperança, ela carece de embasamento.

Por todo o Evangelho e até mesmo na última ceia realizada entre Jesus e os discípulos, não vemos nenhuma referência quanto a lenço dispostos sobre à mesa. O costume, na verdade, era o de lavar as mãos em talhas com água e depois enxugá-las com um lenço que deveria ser colocado sobre a mesa, ou almofada. Lembram de Jesus na festa de noivado? Ele transformou a água das talhas em vinho. Aquela água, era para lavar as mãos, os judeus eram muito cuidadosos sobre os costumes e observavam diligentemente essas normas. Daí vem Jesus, transformando água em vinho, usando as talhas. Como a dizer que o Evangelho era Nova Vida, Alegria, não tradição ou costumes, mas liberdade com novidade de vida! Não era o exterior que deveria ser limpo, mas o interior com a lavagem do sangue do Cordeiro de Deus.

"E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo. E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho." João 2:6-10

Mesmo aqui, quando as talhas são citadas, não há referência ao lenço ou guardanapo usado pelos judeus. O lenço era um elemento ligado a lei judaica e também está citado no Misná, livro de tradições judaicas:" Na hora da refeição deve-se abençoar o alimento e o vinho, lavar as mãos e enxugá-la com um lenço (guardanapo)" Mishnah. Lembremos que Jesus sempre fez duras criticas à tradição que "engessava" as pessoas em insensíveis padrões, fazendo-as escravas de regras e mais regras, agindo por obrigação e não com o coração. A tradição era um fardo que ao ser carregado desobstruía a consciência pelo cumprimento de um dever, porém fazendo esquecer do valor dos gestos despretensiosos e cheios de compaixão.

Voltando ao lenço e aos lençóis deixados no sepulcro. Eles não estavam jogados de qualquer forma, mas devidamente organizados, arrumados como se alguém tivesse tido o cuidado de assim deixá-los. Estavam lá, não foram esquecidos, mas deixados para trás com propósito. A palavra grega usada para o lenço, peça menor é: "soudarion ou sudário", pedaço de pano que envolvia o rosto de Jesus,  tipo bandana. Vejam, o lenço aqui não é o mesmo usado nas refeições, mas próprio para enrolar a cabeça, este tem sido objeto de muitas especulações.

Os lençóis dispostos no sepulcro, estavam dobrados sob o chão. Sabe de algo formidável? Pedro e João creram na ressurreição de Jesus, mesmo sem vê Lo. O lenço e os lençóis eram provas suficientes de que Ele havia ressuscitado! E desmentindo a tradição do sudário,  penso que nem lenço, nem lençol guardavam as marcas de sangue delineando a fisionomia e corpo de Jesus. Ele fora ungido com óleo, limpo , toda secreção removida, nada de sangue, tudo já estava estancado. Água e sangue era a composição do corpo de Jesus, uma anatomia diferente e sobrenatural que permitia sarar de forma eficiente. Não foi permitido lhe quebrarem os ossos e isso contribui para um bom estado de conservação. E outra: como é que o sudário dito real, dispõe a imagem até mesmo dos cabelos de Jesus avolumados se a pressão do lenço enrolado  na cabeça não permite tal fato? Reconstituição? Se for, já não se valida como prova original, mas manipulada pelo homem, portanto passível de questionamentos.

"Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas.Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água." João 19:33-34

E mais uma vez voltando ao lenço e lençóis, interpreto essa passagem do Evangelho de João, como uma evidência de que Jesus ressuscitou: não roubaram seu corpo, nem violaram o sepulcro. Que ladrão se importaria em arrumar tão bem os detalhes da vestimenta do "morto"?
O lenço e o lençol, deixados para trás, também seria uma forma de dizer que a lei havia se cumprido e agora, um novo tempo havia chegado: O Reino não era tradição, mas a Pessoa de Cristo Ressuscitada.
O lenço e o lençol, deixados para trás, eram a morte sendo vencida, a humilhação sendo esquecida.
Todo judeu, até os dias atuais, tem o corpo envolvido em lençóis de linho branco por ocasião de morte e sepultamento. Jesus, então, foi sepultado como um judeu. E ao ressuscitar e deixar lenço e lençóis cuidadosamente dobrados no sepulcro, poderíamos dizer que a lei judaica foi cuidadosamente cumprida por Jesus, mas Sua ressurreição era o fim de toda lei: Romanos 10: 4: Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Mateus 5:17-18. Jesus cumpriu toda a Lei e ainda assim foi crucificado sob a acusação de blasfêmia.
Lençóis e lenço deixados no sepulcro por ocasião da ressurreição de Cristo, simbolizam também, que a Lei o envolveu em morte. O zelo pela lei, instigou os religiosos da época a perseguirem e matar Jesus, mas na ressurreição, Ele escolhe levantar e seguir em frente, deixando os motivos de Sua morte ali no sepulcro: Ele perdoa.
Enfim, Lei e graça estavam em questão por ocasião da ressurreição. Antiga e nova aliança. Passado e presente, futuro e eternidade. Podemos olhar para o sepulcro vazio de Jesus e recebermos várias lições. A exemplo de Pedro, João , o túmulo vazio, lençóis e lenços trazem a melhor de todas as notícias: Temos um Salvador e Ele vive para para todo o sempre e virá ao nosso encontro para que também vençamos a morte pelo poder da ressurreição.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Simão o Cirineu

" E constrangeram um certo Simão Cirineu, pai de Alexandre e Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz" Marcos 15:21.

Simão Cirineu, o homem sobre o qual foi colocada a cruz de Jesus, quando de sua caminhada pela via dolorosa, era membro da colônia judaica ao norte da Ásia. Um lugar que havia sido estabelecido três séculos antes do nascimento de Cristo por Ptolomeu Lagi, que para lá transportara grande número de judeus da Palestina. Cirene, não era o sobrenome de Simão, mas uma denominação que indicava o lugar de seu nascimento, uma colônia na Líbia, localizada dentro dos limites atuais de Tunis. Um judeu africano era Simão e eles eram influentes e numerosos pelo fato de manterem uma sinagoga em Jerusalém (Atos 6:9).

Era Páscoa e Simão estava na cidade de Jerusalém para participar das cerimônias anuais no templo: a festa dos Tabernáculos, Páscoa e Pentecostes. Nessa ocasião, os homens judeus se vestiam de linho branco para participarem do sacrificio do cordeiro pascal. Se houvesse qualquer mancha que fosse na veste de qualquer homem, eles eram impedidos de entrar no templo e participar da cerimônia.

Dentro do templo, havia um altar com cerca de 2,80 metros de altura todo feito em pedra inteira, sem corte ou trabalhada, e após o sacerdote sacrificar ali o cordeiro, ele o pegava pelas pernas traseiras e com movimentos no sentido horário, girava sete vezes em torno do altar deixando o sangue cair e escorrer pelo altar. Quando o sangue já havia saído, o sacerdote pegava uma planta chamada hissopo (tipo esponja), passava sobre o sangue e depois sacudia sobre os homens que estavam presentes para que recebessem ao menos uma gota do sangue do cordeiro na veste de linho branco, e quando isso acontecia, a veste passava a ser um troféu para a vida do judeu que viajava quilômetros para receber uma gotinha que fosse.

Simão era um desses judeus que havia saído do campo, fora dos limites da cidade, para ir ao templo receber as gotas do sangue do cordeiro pascal. Imagino que não andava vestido de linho branco pela cidade para não sujar a veste e ser proibido de entrar no templo, mas deveria guardá-la em alguma bolsa para vestir minutos antes da cerimônia começar. E Simão ia a passos seguros em seu caminho quando é interceptado por soldados romanos que "o constrangem" a levar a cruz de Jesus: "Ei, você ai, ajude-o a carregar a cruz porque ele está muito cansado e precisamos enxugar um pouco o sangue que escorre de sua face e de todo seu corpo". Simão olha bem para Jesus e apesar da face desfigurada pelas agressões, percebe ternura no olhar, mansidão e Simão não cogita dizer não, mas prontamente se inclina, e encostando o corpo em Jesus ensanguentado carrega com Ele a cruz.
Simão Cirineu, cujo objetivo era participar da cerimônia no templo de Jerusalém, para receber uma gotinha de sangue do cordeiro pascal, agora estava ali, juntinho ao Cordeiro de Deus que tirava o pecado do mundo através do sacrifício em favor da humanidade. Seu sangue  precioso de Filho de 

Deus, derramado no centro da terra (Jerusalém), para curar a humanidade, também escorria sobre a pele negra de Simão, o Cirineu. A Bíblia não diz quantos minutos durou a caminhada de Simão junto a Jesus, mas imagino que Jesus deva ter dito a Simão: "Não temas porque hoje você não recebeu apenas uma gota de sangue do cordeiro, mas recebeu a vida do Cordeiro em si mesmo. Eu Sou o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, crê Simão e serás salvo".

O Cirineu creu, saiu dali correndo, cambaleando, em prantos e foi direito para casa. Chegando em casa,seu troféu já não seria a veste de linho branco, gotejada de sangue, mas a salvação eterna dada pelo Cordeiro de Deus! E Simão reúne a família e fala de como aquele acontecimento do dia estava encravado dentro dele, revirando seu intimo e ele já não seria mais um judeu praticante, mas um cristão, nascido de novo. Toda a família de Simão foi impactada por seu testemunho. Em atos dos apóstolos, vemos o relato de que seus filhos e sua esposa fizeram parte da igreja primitiva: Rufo, Alexandre e a sua mãe:

"Saudai a Rufo, a sua mãe e a minha" Romanos 16:13O. O outro filho do Cirineu, chamado Alexandre, parece ter sido alguém que se desviou do Evangelho. Paulo por duas vezes cita Alexandre:"Alexandre o latoeiro, causou-me muitos males, o Senhor lhe pague segundo as suas obras" II Tm 4:14 e ainda: E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a satanás para aprenderem a não blasfemar" I Tm1:20.

Foi assim, no cotidiano de Simão Cirineu, no meio da rua, que ele teve um encontro com Deus, através de Jesus Cristo. Um homem que não imaginou que poderia ter sua vida transformada por uma cruz, mas ao aceitar carregá-la, renunciando o percurso antes planejado, ele se torna um novo homem. Podemos olhar para Simão e aprender com seu gesto. Que Deus está perto, no nosso dia a dia, que tem interesse em mudar nossa história, desde que renunciemos a todo um passado de erros e abracemos a cruz com suas dores e promessas. Simão que guardava a veste branca para receber gotinhas de sangue, havia sido lavado, mergulhado no sangue da graça, pela fé no Cordeiro.

Que a vida de cristão é de gozo, mas também de sofrimento. É de servir ao outro e ajudá-lo a viver através do altruísmo e do amor. É de vinho e também de fel, esses elementos estavam na esponja que os soldados romanos embeberam no calvário. Simão Cirineu, em sua própria casa, teve alegria e tristezas com a família. Ao tempo em que Rufo foi fiel nas convicções cristãs e Palavra de Deus, 

Alexandre foi rebelde e desobediente. Simão Cirineu era um estrangeiro em Jerusalém, chamado entre os passeantes naquele dia e Jesus tem sim um plano para aqueles que se sentem distantes, estrangeiros quanto a fé. Ele nos chama de várias maneiras e pode ser em momento de alegria ou de dor (foi o meu caso), mas tudo se converte em paz interior. A maior lição dada com o episódio de Simão, é o do chamado e do servir através da fé e da confissão em Jesus como Senhor e Salvador.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Davi e o Azeite


Davi e os Quatro Azeites

"Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; Confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente"Sl 52:8

Por que Davi desejou ser como oliveira verde na casa de Deus? Não poderia ele ter escolhido outra planta para representar sua presença no templo?

Existem muitos estudos com uma abordagem bem completa sobre o referido Salmo. Não existe, portanto, muita coisa nova que possa ser dita a respeito da passagem.

O certo é que, novidade ou não, as revelações contidas na passagem: "Oliveira verde na casa de Deus", cabem na vida de todo àquele que deseja ser agradável ao Senhor.O estudo não é original, não pertence a mim, mas, tomei a liberdade de fazer algumas modificações a partir da fonte consultada.

Nos tempos de Davi existia em Israel um local conhecido como Moenda, onde as azeitonas eram levadas para extração de azeite. Este local continha quatro grandes pedras que giravam esmagando as azeitonas da seguinte forma:

Primeira Pedra- Primeiro Azeite
A primeira pedra da moenda esmagava as azeitonas e davam origem ao primeiro azeite. Este azeite era usado no templo como azeite da unção e da adoração. Davi desejou ser um adorador de Deus, mesmo que tivesse que passar pelas pedras.

Segunda Pedra- Azeite da Alimentação
Esmagadas pela segunda vez, das azeitonas se extrai o azeite para alimentação dos judeus.Davi desejou está na casa de Deus servindo de alimento aos mais necessitados.

"Também ungirás a 
Arão e a seus filhos e os santificarás para me administrarem o sacerdócio. E falarás aos filhos de Israel dizendo: Este me será o azeite da santa unção nas vossas gerações"(Ex30:29,30).

"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (
Atos 20;35)

Terceira-Pedra-Azeite-da-Luz
A terceira prensa das azeitonas davam origem ao Azeite da Luz, usado nas lâmpadas do templo.
Davi desejou ser luz para sua geração, referência, bênção, oposição às trevas.

"
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte" (Mt5;14)
Também em Mateus (25:1a13), na 
parabóla das dez virgens, Jesus fala da necessidade de manter azeite nas lâmpadas para aguardar a chegada do Noivo.

O azeite da Luz representa ainda a chama do Espírito Santo que Davi desejou manter sempre acesa. Alguém sempre cheio do Espírito discerne bem todas as coisas e mantêm a comunhão com Deus

Quarta-Pedra-As-Borras-de-Azeitona
Ao chegar na quarta pedra, só existiam borras de azeitonas. Essas borras seriam aproveitadas para fazer sabão, utilizado na própria moinha e também comercializado entre os judeus.

Davi desejou ser como esse sabão: Que purifica, limpa.Desejou ser motivo de inspiração na casa de Deus para coisas puras.

"Quem subirá ao Monte do senhor ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma a vaidade nem jura enganosamente"Sl24:3,4.

Davi desejou ser "oliveira verde na casa de Deus" porque conhecia todas as funções que a pequena azeitona teria na Casa de Deus, ele também sabia isso lhe custaria sacrifício, renúncia, mas, que compensaria.

quarta-feira, 27 de março de 2019

A Segunda Ressurreição


 A Segunda Ressurreição - Quando será?
O milênio é o reinado de Cristo por mil anos sobre a terra com os santos: ou seja, o que tem parte na primeira ressurreição; já os demais homens, não convertidos ao Senhor, estarão todos mortos, mas revivem ao término do milênio; por isso diz: "mas os outros mortos não reviveram até que os mil anos se acabaram". (Apc. 20:5a)
Neste mesmo ínterim (ao término dos mil anos) Satanás é solto da prisão (Apc. 20:7), e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra: Gogue e Magogue; a saber: todo o filho de Adão que nascera neste mundo, desde o próprio Adão (toda alma vivente).
A 2ª ressurreição é ressurreição da carne - semelhante a visão do vale dos ossos secos descrita em Ezequiel 37 - e está profetizada tanto em Apocalipse quanto em Isaías 26:19.

"Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos".

Satanás, ao ser liberto sairá a enganar as nações! que nações?
 As mesmas que por ele outrora (no presente século) foram enganadas !
Essa é a ressurreição da carne, de toda a carne; e ela se dará para se haver um perdão (e não condenação).
Esse é o tempo do perdão vindouro garantido pelo Senhor no evangelho, quando diz em Mateus 12.31:32

"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro".

Esse é o porvir: o século vindouro, época quando ainda se pode haver perdão; por isso todos ressuscitam; pois assim como o pecado e a transgressão se deram em vida; também é em vida que se pode haver perdão/reconciliação; porquanto o juízo, quando vier; nele só será lavrada a sentença, no juízo não há perdão, somente a sentença - lembrando que tudo estará nos livros...
Porque morrendo em transgressão, em transgressão permanece-se. (Ez. 18:24c)

Porque o perdão só se dá em vida, pois foi em vida que o homem pecou; e é em vida que se pode fazer qualquer coisa, até o louvor a Deus (e nunca na morte); também é em vida que o homem pode ser perdoado, se arrepender/crer!
Por isso, Satanás não é lançado no lago de fogo junto à besta e o anticristo logo após o Armagedom.
Mas é aprisionado durante mil anos, e solto por pouco tempo após os mil anos; exatamente para se cumprir, aos homens, um perdão vindouro na ressurreição da carne - o qual perdão também se necessita dar em mesma condição na qual se dera o pecado; ou seja, com os homens em vida e Satanás livre!
Por isso, a término do milênio, todos recebem vida numa ressurreição em massa de toda a carne, toda a alma vivente conforme mesmo profetiza Isaías. (Is. 26:19)
E é ressurreição da carne (porquanto é a única forma de ressurreição cabível a aquele que é apenas nascido da carne; não existindo outra forma de vida - tampouco ressurreição - a ele devido) então, após os mil anos, Satanás é liberto (e os homens revivem) e ele torna a enganar as nações.
Nesse tempo, todo aquele que nesta vida creu em Cristo (mas não O seguiu), morrendo portanto na sua transgressão, aqui lhe há de ser dado (da parte de Deus) oportunidade única (em vida, porque na morte não há como) para se obter o perdão, pela fé em Cristo.

Aqui, é como no momento do Éden, onde a serpente se aproxima do Adão para lhe dar a perder; pois aqui, o Adão - como um todo - estará também frente a frente desse desafio, para negar - pela fé - a astúcia do maligno - a Batalha de Gogue e Magogue.
Nesta época TODO O PECADO E BLASFÊMIA COMETIDOS debaixo do céu há de ser perdoado, excetuando-se UNICAMENTE a BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO.

Então, quem em Cristo creu, crê, neste mundo, nesta vida; certamente no século vindouro, na batalha chamada Gogue e Magogue, há de não ser novamente iludido pelo maligno. E todos envolvidos na batalha, seguindo ou não o Diabo, são tragados pelo fogo voltando ao pó, à morte; daí então se virá o juízo!
No qual serão julgados os mortos!
Também todos os que nesta vida foram privados, impossibilitados do acesso a Cristo; devido a qualquer fator, principalmente os anteriores a Cristo, do passado, AQUI REVIVEM: tendo tal oportunidade de igual por igual a todo o ser humano, de se receber - pela fé em Cristo - o perdão vindouro!

Porém, qualquer que nesta vida pôde ter ouvido de Cristo, mas tendo-O desprezado, e não crido, ao morrer - como se na vida nada obtivesse da Verdade; da Vida: Cristo; PARA ESSE E NESSE SE CONSUMA a blasfêmia contra o Espírito - e jamais o perdão obterá - ainda que ressuscite, pois todos ressurgirão - mas blasfemou; já resistiu à verdade, já resistiu ao Espírito, não se convencendo pela fé (porque o Espírito Santo viera ao mundo para convencimento do pecado; pecado esse, disse Jesus: de não o crer; (Jo. 16:9) porque é CRISTO o único perdão de Deus aos homens, tanto para o pecado quanto pra morte.
Não existindo outra forma!

Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores! todos!
Jesus é o Salvador do mundo inteiro: o Único!
Mas, qualquer que isso negar, não crendo - jamais o perdão pode obter!
Todo o pecado há de ser perdoado, o Senhor AFIRMA; porém, a blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável. (Jo. 16:8-9)
A blasfêmia (imperdoável) consiste em negá-LO, resisti-LO; consiste em não crê-Lo; consiste em endurecer a cerviz contra o Espírito de forma a não obter parte alguma da VERDADE: Cristo! - não crendo nem aceitando-O! Único Perdão:
João 3:18

"Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus".
João 3:36
"Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece."
E outra vez:
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (At. 4:12)

Jesus é o único mediador entre Deus e os homens; quem ao Senhor rejeita, rejeita-se ao perdão.
A segunda ressurreição (é nesta terra) para a vida na carne (única forma de vida concedida por Deus ao que fora formado do pó da terra e feito alma vivente), e que se dará conjunto à libertação do Diabo, a término do milênio; por isso, ele será aprisionado mil anos, e solto p/ pouco tempo após os mil anos; atentemos aos versos: Apc. 20:5 e Apc. 20:7.
Os dois eventos só possuem uma finalidade (o perdão) e são um p/ o outro.


Os Mortos no Juízo:
No Juízo, os mortos é que comparecem (e não os vivos).
Atentemos ao que diz:
"E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras." (Apc. 20:12)

Ora, os mortos foram vistos; não os vivos.
Atentemos novamente:

"E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras." (Apc. 20:13)
"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo." (Heb. 9:27)

Ora, o mar, a morte e o inferno não ressuscitam seus mortos para o juízo, apenas os devolve, por isso diz: "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus",  e outra vez: "e deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia, e foram julgados..." ou seja, o mar dá seus mortos, não os ressuscita; e os mortos é que foram vistos diante do trono (não, os vivos).
Porquanto, Deus é Deus, e não necessita de dar vida aos homens para poder julgá-los.
No juízo, qualquer que no Livro da Vida não se achar inscrito, é lançado no lago de fogo, sofrendo o dano da segunda morte.
Por isso mesmo, no Juízo (quando os ausentes no livro da vida) são lançados ao lago de fogo, recebem a segunda morte, porque estando sob a primeira (morte) e recebem o dano da segunda morte; que é definitiva e eterna. (Apc. 20:15 e Apc. 21:8)
E só os inscritos no Livro da Vida, revivem! (Luc. 11:31-32)

A ressurreição (através do Livro da Vida) está profetizada em Daniel 12:2, quando diz "e outros [ressuscitam] para a vergonha e desprezo eterno" -, indo-se à Nova Terra.
Já a primeira ressurreição - ressurreição para a vida eterna - pertence aos santos: os que reinaram o milênio c/ Cristo; os únicos a verem a Deus, e adentrarem à Nova Jerusalém (cidade celestial), e com o Senhor para sempre habitarão.
E têm seus nomes inscritos no Livro da Vida do Cordeiro, escrito desde a fundação do mundo. (Apc. 21:27 - Apc. 13:8 )
As duas ressurreições, para a vida eterna e para a vergonha e desprezo eterno (profetizadas em Daniel 12:2) possuem ligação a dois livros existentes: o Livro da Vida do Cordeiro (Apc. 21:27) o qual conduz à Jerusalém Celestial - e o Livro da Vida (aberto no juízo), o qual livra a alma de uma segunda morte, tirando-os (até da primeira morte) ao conceder-lhes vida pela ressurreição, no Juízo; ressurreição essa p/ a vergonha e desprezo eterno - porque também jamais verá Deus - e habitando a Nova Terra. (Sal. 115:16b)
Na qual habita a justiça!

As duas ressurreições em Daniel 12:2 (para a vida eterna e para vergonha eterna) são com ressalvas, pois nem todos ressuscitam; e têm relação também a dois concertos existentes com Deus a Abraão, exemplificados pelo apóstolo Paulo aos Gálatas. (Gal. 4:22-31)
Porém, somente os filhos da livre - os quais pertencem ao Cordeiro e o seguem - é que terão suas lágrimas enxugadas por Deus, e O verão, e com o Senhor habitarão; e serão seus filhos, e o mesmo Deus estará com eles; e herdam do Senhor, todas as coisas. Amém! (Apc. 21:7)
Adentraremos ao Céu e com o Senhor viveremos e habitaremos, e isso, para sempre de eternidade em eternidade! Pois o Sacerdócio de Cristo é eterno!
Amém!